O Burrico de Balaão

Em homenagem ao tal simpático e sensato bichinho.

Nota sobre o Eclesiastes.

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O Eclesiastes é o livro da Bíblia predileto de 11,5 entre 10 céticos, pessimistas, niilistas e coisas do gênero. E eu me pregunto: será que eles leram todo o livro?

Eis os versículos finais do livro:

  De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.  Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más. ( Ec: 12: 13-14)

Escrito por lr3n4t007

11/14/2009 em 00:36

Nota (e depoimento) sobre o apagão de ontem (10/11/2009)

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Eu estava na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, USP, fazendo um a optativa livre, ( eu sou da Letras-FFLCH) quando a energia apagou.  Pra não falar que não tinha nenhuma luz de emergência no prédio, tinha duas – uma em cada elevador inutilizado. E eu posso apostar R$3,00 que na Letras ( e nos outros prédios da  FFLCH) não tem uma única lampadinha de emergência sequer, já que o elevador de lá nem funciona…

Quer dizer, a USP não está pronta para emergências…

Sai do prédio, peguei meu carro no estacionamento, Rua Riachuelo – breu, desci-a, fiz o retorno por cima do túnel do Anhangabaú e cai na Vinte e Três de Maio, seguindo-a todo o Corredor Norte-Sul e mais metade da  Av. Guarapiranga , onde moro.  Era estranho: pelas janelas dos prédios comercias e de corredores de alguns condomínios residenciais, podia-se ver luzes de emergência, daquelas de neon, meio azuladas, acesas; na rua, entretanto, não havia um, uminha luz de poste acesa em todo o trajeto de mais de 20KM, saido do centrão e passando por trechos importantes da cidade. Farol ( semáforo ou sinal, pra que não é de SP) então…

Quer dizer, a iluminação pública não está pronta para emergências…

Vi polícia na rua, ams não mais que o normal. Quer dizer…

Excessão à total imcompetência foi a CET, Companhia de Engenharia de Tráfego se SP, que já estava no perigoso cruzamento da Guarapiranga com a Guido Caloi, orientando o trânsito. Mas não sei se também não estavam multando… Mas não estava em alguns cruzamentos da Av. Washington Luis, não conseguindo alguns carros cruzá-la.

Escrito por lr3n4t007

11/11/2009 em 22:32

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Parabéns, Capitalismo !!!

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Pelos 20 anos da queda do Muro de Berlim.

P.S.: como eu disse lá atrás, o aniversário repercutiu muito, muito, muuuuuuuuuuuuito menos do que eleição do Obama. Infelizmente.

Escrito por lr3n4t007

11/09/2009 em 23:51

Haikai

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pisco, piscas

 somos a nós mesmo

 peixes, iscas

Escrito por lr3n4t007

11/04/2009 em 20:50

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3 Poemas Cristãos

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Memorial

 

Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade,

antes que venham os maus dias,

e cheguem os anos dos quais dirás:

Não tenho neles prazer;

Eclesiastes 12:1.

 

 

Antes que eu não possa me valer do meu braço nem comer do trabalho das minhas mãos,

E não fique claro que eu Te amo com toda a minha força;

 

Antes que minha cabeça não guarde mais minhas memórias nem alinhe meus raciocínios nem dê nexo ao meus pensamentos,

E não fique claro que eu Te amo com todo o meu entendimento;

 

Antes que meus ossos se enfraqueçam e os meus joelhos se desconjuntem,

E não fique claro que eu me prostro ante a Ti;

 

Antes que minha vista se escureça e eu não veja mais a luz,

E não fique claro que meus olhos estão em Ti;

 

Antes que minha boca perca os dentes e meus olhos percam o brilho,

E não fique claro que és minha alegria;

 

Antes que eu não atenda mais quando me chamarem pelo nome nem me alegre mais com o som de pandeiros e tamborins,

E não fique claro que dou ouvidos à Tua Palavra;

 

Antes que eu possa mais me assentar à mesa para saborear do banquete e me alegrar ao sabor do vinho nem me deitar com a mulher da minha mocidade na minha cama,

E não fique claro que meu prazer está em Ti;

 

Antes que eu perca pai e mãe, e que meus amigos e irmãos se vão, e que a minha amada não esteja mais ao meu lado,

E não fique claro que eu Te amo mais que todos;

 

Enfim,

Antes que a morte chegue,

E não fique claro que eu Te amo com toda a minha vida;

 

Eu me lembrarei, SENHOR,

Sim, eu me lembrarei de Ti.

 *

Aleluias

 

Ao Deus que é Fonte de Água Viva

Aleluia!

Ao Deus que é Fogo Consumidor

Aleluia!

Ao Deus do Gênesis

Aleluia!

Ao Deus do Apocalipse

Aleluia!

Ao Leão de Judá

Aleluia!

Ao Cordeiro de Deus

Aleluia!

Ao Príncipe da Paz

Aleluia!

Ao Senhor dos Exércitos

Aleluia!

Ao Menino que nos nasceu

Aleluia!

Ao Ancião de Dias

Aleluia!

Ao Eterno

Aleluia!

Ao Que morreu por nós

Aleluia!

Ao Único Deus

Aleluia!

Ao Pai

Ao Filho

Ao Espírito Santo

Aleluia!

Aleluia!

Aleluia!

 *

Masquil.

 

Perdoa-nos, Pai Nosso, perdoa-nos a nós,

Tem misericórdia de mim e de meus irmãos,

Pois chamamos ao Senhor Pai, e atendemos por Teus filhos,

Mas andamos como bastardos, como filhotes de chocadeira.

Ensinaste a nós, mas nós nada aprendemos,

Somos como o que nunca o pai repreendeu.

Nos fizeste a Tua imagem, conforme a tua semelhança,

Mas nada em nós se assemelha a Ti, e nada em nós Te lembra;

Nos vendo, ninguém diz: “ São a cara do Pai,

Vê-se que certamente estes são filhos de Deus!”

Pois Teus olhos se agradam do que é bom

E se irritam com tudo que não é bom,

Mas nós fechamos os olhos para o bem

E os arregalamos para o mal;

Teus ouvidos amam os sinceros

E não suportam os falsos,

Mas nós somos surdos para a verdade

E de longe escutamos a mentira;

Da Tua boca só sai palavras retas

E não há engano algum nela,

Mas nossos lábios são impuros,

Nem se lembram como se diz a verdade;

Tua mão levanta o caído,

Tua destra abate os orgulhosos,

Mas nós afagamos os soberbos com a direita

E esmurramos os humildes com a canhota;

Teus pés correm para os que clamam por Ti,

A passos largos vens socorrê-los,

Mas nós os enxotamos a pontapés

E de Ti mesmo nós fugimos, Senhor.

Perdoa-nos, Senhor, perdoa-nos oh Pai,

Nós somos os Teus filhos, e como Teu Filho queremos ser.

Escrito por lr3n4t007

10/19/2009 em 19:34

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Nota sobre Honduras, em particular, e a América Latina, em geral: Livro XI, Cap. IV, D’O espírito das Leis, de Montesquieu.

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CAPÍTULO IV Continuação do mesmo assunto

 ”A democracia e a aristocracia não são Estados livres por natureza. A liberdade política só se encontra nos governos moderados. Mas ela nem sempre existe nos Estados moderados; só existe quando não se abusa do poder; mas trata-se de uma experiência eterna que todo homem que possui poder é levado a dele abusar; ele vai até onde encontra limites. Quem, diria! Até a virtude precisa de limites.

Para que não se possa abusar do poder, é preciso que, pela disposição das coisas, o poder limite o poder. Uma constituição pode ser tal que ninguém seja obrigado a fazer as coisas a que a lei não obriga e a não fazer aquelas que a lei permite.”

P.S. 1 : cito de uma tradução não identificada que corre pela internet. Daí, a não identificação do autor. Se alguém souber, por favor, me avise.

P.S.2: o capítulo é continuação de cap. III, Que é liberdade.

P.S.3 : grifos e itálicos meus.

Escrito por lr3n4t007

09/27/2009 em 22:05

Haikai

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Teus olhos castanhos

São tão vivos, são tão belos,

Mas são tão estranhos…

Escrito por lr3n4t007

09/26/2009 em 01:24

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Gigante

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Gigante

 

Como um gigante, Senhor,

Fizeste-me como um gigante;

Sendo eu pequeno

Fizeste-me como um gigante

Com os pé pisando este chão

E a cabeça nos céus, lá no alto…

Escrito por lr3n4t007

09/19/2009 em 01:20

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Minha história – quer dizer, a do meu dono….

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NÚMEROS 22

1 ¶ Tendo partido os filhos de Israel, acamparam-se nas campinas de Moabe, além do Jordão, na altura de Jericó.
2  Viu, pois, Balaque, filho de Zipor, tudo o que Israel fizera aos amorreus;
3  Moabe teve grande medo deste povo, porque era muito; e andava angustiado por causa dos filhos de Israel;
4  pelo que Moabe disse aos anciãos dos midianitas: Agora, lamberá esta multidão tudo quando houver ao redor de nós, como o boi lambe a erva do campo. Balaque, filho de Zipor, naquele tempo, era rei dos moabitas.
5  Enviou ele mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio Eufrates, na terra dos filhos do seu povo, a chamá-lo, dizendo: Eis que um povo saiu do Egito, cobre a face da terra e está morando defronte de mim.
6  Vem, pois, agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois é mais poderoso do que eu; para ver se o poderei ferir e lançar fora da terra, porque sei que a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado.
7  Então, foram-se os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas, levando consigo o preço dos encantamentos; e chegaram a Balaão e lhe referiram as palavras de Balaque.
8  Balaão lhes disse: Ficai aqui esta noite, e vos trarei a resposta, como o SENHOR me falar; então, os príncipes dos moabitas ficaram com Balaão.
9  Veio Deus a Balaão e disse: Quem são estes homens contigo?
10  Respondeu Balaão a Deus: Balaque, rei dos moabitas, filho de Zipor, os enviou para que me dissessem:
11  Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra; vem, agora, amaldiçoa-mo; talvez eu possa combatê-lo e lançá-lo fora.
12  Então, disse Deus a Balaão: Não irás com eles, nem amaldiçoarás o povo; porque é povo abençoado.
13  Levantou-se Balaão pela manhã e disse aos príncipes de Balaque: Tornai à vossa terra, porque o SENHOR recusa deixar-me ir convosco.
14  Tendo-se levantado os príncipes dos moabitas, foram a Balaque e disseram: Balaão recusou vir conosco.
15 ¶ De novo, enviou Balaque príncipes, em maior número e mais honrados do que os primeiros,
16  os quais chegaram a Balaão e lhe disseram: Assim diz Balaque, filho de Zipor: Peço-te não te demores em vir a mim,
17  porque grandemente te honrarei e farei tudo o que me disseres; vem, pois, rogo-te, amaldiçoa-me este povo.
18  Respondeu Balaão aos oficiais de Balaque: Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia traspassar o mandado do SENHOR, meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande;
19  agora, pois, rogo-vos que também aqui fiqueis esta noite, para que eu saiba o que mais o SENHOR me dirá.
20  Veio, pois, o SENHOR a Balaão, de noite, e disse-lhe: Se aqueles homens vieram chamar-te, levanta-te, vai com eles; todavia, farás somente o que eu te disser.
21  Então, Balaão levantou-se pela manhã, albardou a sua jumenta e partiu com os príncipes de Moabe.
22 ¶ Acendeu-se a ira de Deus, porque ele se foi; e o Anjo do SENHOR pôs-se-lhe no caminho por adversário. Ora, Balaão ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus servos, com ele.
23  Viu, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR parado no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que se desviou a jumenta do caminho, indo pelo campo; então, Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho.
24  Mas o Anjo do SENHOR pôs-se numa vereda entre as vinhas, havendo muro de um e outro lado.
25  Vendo, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR, coseu-se contra o muro e comprimiu contra este o pé de Balaão; por isso, tornou a espancá-la.
26  Então, o Anjo do SENHOR passou mais adiante e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita, nem para a esquerda.
27  Vendo a jumenta o Anjo do SENHOR, deixou-se cair debaixo de Balaão; acendeu-se a ira de Balaão, e espancou a jumenta com a vara.
28  Então, o SENHOR fez falar a jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste já três vezes?
29  Respondeu Balaão à jumenta: Porque zombaste de mim; tivera eu uma espada na mão e, agora, te mataria.
30  Replicou a jumenta a Balaão: Porventura, não sou a tua jumenta, em que toda a tua vida cavalgaste até hoje? Acaso, tem sido o meu costume fazer assim contigo? Ele respondeu: Não.
31  Então, o SENHOR abriu os olhos a Balaão, ele viu o Anjo do SENHOR, que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça e prostrou-se com o rosto em terra.
32  Então, o Anjo do SENHOR lhe disse: Por que já três vezes espancaste a jumenta? Eis que eu saí como teu adversário, porque o teu caminho é perverso diante de mim;
33  a jumenta me viu e já três vezes se desviou de diante de mim; na verdade, eu, agora, te haveria matado e a ela deixaria com vida.
34  Então, Balaão disse ao Anjo do SENHOR: Pequei, porque não soube que estavas neste caminho para te opores a mim; agora, se parece mal aos teus olhos, voltarei.
35  Tornou o Anjo do SENHOR a Balaão: Vai-te com estes homens; mas somente aquilo que eu te disser, isso falarás. Assim, Balaão se foi com os príncipes de Balaque.
36 ¶ Tendo Balaque ouvido que Balaão havia chegado, saiu-lhe ao encontro até à cidade de Moabe, que está nos confins do Arnom e na fronteira extrema.
37  Perguntou Balaque a Balaão: Porventura, não enviei mensageiros a chamar-te? Por que não vieste a mim? Não posso eu, na verdade, honrar-te?
38  Respondeu Balaão a Balaque: Eis-me perante ti; acaso, poderei eu, agora, falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei.
39  Balaão foi com Balaque, e chegaram a Quiriate-Huzote.
40  Então, Balaque sacrificou bois e ovelhas; e deles enviou a Balaão e aos príncipes que estavam com ele.
41  Sucedeu que, pela manhã, Balaque tomou a Balaão e o fez subir a Bamote-Baal; e Balaão viu dali a parte mais próxima do povo.

A história de “meu dono” continua pelo livro de Números.

Escrito por lr3n4t007

09/14/2009 em 00:37

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Guerra Comunista Contra a Religião, de Paul Kengor

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Do Mìdia Sem Máscara

Guerra comunista contra a religião

Paul Kengor | 04 Setembro 2009
Artigos - Religião

Muito pouco é estudado sobre isto hoje. Nós não podemos ignorar esse componente vital da história da Guerra Fria. Tragicamente, muitas dessas informações continuam desconhecidas não apenas para o grande público, mas também para a comunidade acadêmica. Na verdade, há pessoas na academia que estão a par desse material, mas geralmente estão despreocupados, dispensando isso como curiosidade paranóica da “direita cristã” e de anti-comunistas, que eles vêem como rude e ingênuo.

Como Mikhail Gorbachev apropriadamente asseverou, o Estado comunista empreendeu uma patente “Guerra contra a Religião.” 1 Ele lamentara que os bolcheviques, seus predecessores, mesmo após a guerra civil terminada no começo dos anos 20, durante uma época de “paz”, “continuou a por ao chão as igrejas, a prender sacerdotes e a destruí-los”. 2

A União Soviética, modelo do comunismo mundial como um todo, era oficialmente hostil à religião e oficialmente ateísta; não era irreligiosa, sem nenhuma posição quanto à religião, queria fazer crer que não havia Deus. Além disso, esse ateísmo se transformou numa espécie de vício anti-religioso. Esta prática começou com a alvorada do Estado comunista e hoje continua sob várias formas nos países comunistas, desde a China, desde a Coréia do Norte, e desde Cuba.

Ensinamento Comunista

A origem desse ódio e intolerância à religião está na essência da ideologia comunista. Marx alcunhou a religião como o “ópio das massas” e afirmou que “o comunismo começa onde o ateísmo começa”. 3 Num discurso em prol dos bolcheviques, em 2 de Outubro de 1920, Lênin declarou abertamente: “Nós não cremos em Deus.” Lênin insistiu que “Todo culto a uma divindade é uma necrofilia.” 4 Ele escreveu uma carta em Novembro de 1913 dizendo “qualquer idéia religiosa, qualquer idéia de algum deus, qualquer aproximação com um deus é a idiotice mais inexpressível … a burrice mais perigosa, a infecção mais vexatória.” James Thrower, da Universidade de Virgínia (especialista em Rússia e tradutor), diz que a infecção à qual Lênin se refere é a de doença venérea. 5

“Não pode haver nada mais abominável do que a religião,” escreveu Lênin em uma carta para Maxim Gorky em Janeiro de 1913. 6 N dia dia 25 de Dezembro de 1919, o Camarada Lênin, com suas próprias palavras, emitiu a seguinte ordem: “Participar do ‘Nikola’ (natal russo) será estúpido – toda a Cheka (futura KGB) deve estar alerta para não deixar de atirar em todo aquele que não aparecer para trabalhar por causa do ‘Nikola’”. 7 Estes não foram fatos isolados sob o mando de Lênin.

Com a ajuda de Trotsky, Lênin começou a se envolver na criação de grupos com nomes como A Sociedade dos Sem-Deus, também conhecida como a Liga dos Sem-Deus Militantes, que foi responsável pela disseminação da propaganda anti-religiosa na URSS. 8 Essa intolerância institucionalizada continuou a prosperar sob os discípulos de Lênin, com destaque para Stálin, e até mesmo sob os líderes mais benévolos, como Nikita Khrushchev.

Este ateísmo era endêmico para o experimento comunista. Mesmo os comunistas impedidos de se manter no poder – perdendo, portanto, a habilidade de perseguir crentes – eles deram o seu melhor para perseguir os ensinamentos da religião organizada e para ridicularizar a existência de Deus. Até nos Estados Unidos, não é surpresa parar numa banca de jornais da cidade e ver escrito na primeira página palavras como estas no Daily Worker (Diário dos Operários), o órgão comunista publicado pelo CPUSA: “NÃO HÁ DEUS”. 9 Os comunistas têm orgulho do seu ateísmo e militam por ele.

Discriminação Igualitária

Este assalto à fé religiosa não foi dirigidas apenas a cristãos – protestantes, católicos, ortodoxos – mas também contra judeus, muçulmanos, budistas e outras crenças. 10 Para cada cardeal Mindszenty na Hungria havia um cardeal Wyszynski na Polônia, um Richard Wurmbrand na Romênia, um Natan Sharansky ou um Walter Ciszek na Rússia, um Vasyl Velychkovsky ou um Severian Baranyk ou um Zenobius Kovalyk na Ucrânia, um clã Moaddedi no Afeganistão, um missionário luterano ou metodista ou um seguidor do Dalai Lama na China, uma freira presa em Cuba, um monge budista forcado a renunciar seus votos no Camboja.

Fosse o déspota Fidel Castro, Pol Pot ou Stalin, o sentimento era o mesmo: “Religião é veneno”, segundo disse Mao Tsé-Tung. Onde quer que eles fossem, de Leste a Oeste, da África à Ásia, de Phnom Penh a São Petesburgo, comunistas empreenderam uma luta pela extinção da religião. Os comunistas muito debateram sobre os detalhes da maneira pela qual implementariam a visão marxista, mas eram unânimes em uma coisa: a religião era a inimiga, uma rival para o controle mental marxista e deveria ser aniquilada, não importam os custos e dificuldades.

Moscou foi a fonte e o cume para a maior parte desse esforço. Mesmo assim, funcionários soviéticos desejaram repetir a campanha usando os mais ávidos camaradas que estavam em cargos de liderança em outros lugares. A repressão começara, em vários graus, por toda a Europa Ocidental. Por exemplo, a doutrinação anti-religiosa de alunos de escola foi especialmente rigorosa na Tchecoslováquia nos anos 70. A Tchecoslováquia tinha conhecida má-reputação por conta do seu ateísmo.

Entre as nações mais perseguidoras à religião no império comunista estava a Romênia. Lá o ódio à religião era evidente por causa dos terríveis meios usados na tentativa de bani-la.

Romênia: a experiência de Richard Wurmbrand

Como parte da educação atéia, Estados comunistas publicaram e disseminaram abertamente literatura anti-cristã. Na Romênia, o trabalho daquele que talvez seja o maior escritor romeno, Sadoveanu, “A Vida dos Santos”, foi publicado novamente como “A Lenda dos Santos”.

Significantemente, os comunistas não apenas tentaram bloquear ou deter a fé religiosa, mas também revertê-la. Isto foi verdade particularmente para a Romênia, mesmo antes da era Nicolai Ceasescu. Isto não implica apenas a proibição da prática religiosa e a prisão de ministros e crentes, mas o emprego de tortura para forçá-los a renunciar a fé. Nada disso foi eficiente o bastante para conter, silenciar ou punir os crentes presos; foi decidido que eles deveriam ser torturados de maneira inimaginavelmente degradante com o intuito de desfazer a fé religiosa.

Uma das melhores fontes sobre como os comunistas usaram sofrimentos extraordinários para reverter a crença é Richard Wurmbrand, um pastor que viveu um inferno na terra enquanto estava numa prisão romena. Após o ocorrido, ele detalhou algumas das crueldades testemunhadas em um relato ante ao congresso americano e em seu famoso Torturado por amor de Cristo, em 1967. A seguir há alguns trechos do emocionante livro de Wurmbrand:

Milhares de crentes de todas as denominações foram presos naquela vez. Não apenas sacerdotes foram enclausurados, mas também simples camponeses, moços e moças, que testemunharam por sua fé. Os presídios estavam lotados, e na Romênia, assim como em todos os países comunistas, estar preso significa ser torturado…

Um pastor que se chama Florescu foi torturado com tições de ferro incandescente e com facas. Ele foi agredido dolorosamente. Então ratos famintos foram conduzidos às suas celas por um largo cano. Ele não conseguia dormir porque era obrigado a se defender todo o tempo. Se ele toscanejasse por um só momento, os ratos o atacariam.

Ele foi forçado a ficar acordado por duas semanas, dia e noite… Eventualmente eles traziam seu filho de 14 anos e começavam a chicoteá-lo em frente ao seu pai, dizendo que continuariam a fazê-lo até que o pastor dissesse aquilo que eles queriam ouvir da sua boca. O pobre homem estava meio louco. Ele agüentou o tanto quanto pôde, então ele clamou ao seu filho, “Alexander, eu preciso dizer o que eles querem! Eu não posso mais agüentar seu sofrimento!” O filho então respondeu “Pai, não me faça a injustiça de ter um traidor como genitor. Resista! Se eles me matarem, eu morrerei com as palavras: ‘Jesus e minha pátria’.” Os comunistas, enfurecidos, investiram contra a criança e espancaram-na até a morte, com sangue espalhado pelas paredes da cela. Nosso querido irmão Florescu nunca mais foi o mesmo após ter visto isto. 11

Wurmbrand se lembrava de história após história sobre as torturas que ele testemunhou. Ele não apenas viu a tortura dos seus companheiros crentes, mas ele mesmo também as experimentou. Seus captores o entalharam em doze partes do seu corpo. Queimaram 18 buracos nele. Entre as muitas formas de torturas que ele sofreu, estava “O Refrigerador” – uma grande caixa de gelo. O crente seria preso com pouca ou nenhuma roupa. Os médicos da prisão sondavam por uma abertura até que vissem sinais de morte por hipotermia, então eles chamavam os guardas, que se apressavam para descongelar a vítima. Eles seriam descongelados e congelados novamente entre os minutos da morte. O processo era então repetido.

Tudo isso, obviamente, exigia esforços consideráveis dos carcerários. “O que os comunistas fizeram aos cristãos suplanta… o conhecimento humano,” escreveu Wurmbrand. “Eu vi comunistas cujas faces mostravam alegria entusiástica enquanto torturavam crentes. Eles diziam enquanto torturavam os cristãos, ‘nós somos o demônio!’”. Ele chamou o comunismo de “a força do mal”, que poderia ser combatido apenas por uma força espiritual, “O Espírito Santo.” Ele acrescentou:

Os torturadores comunistas freqüentemente [me diziam]: “Não há Deus, nem além, nem punição pelo mal. Nós podemos fazer o que quisermos.” Eu ouvi um torturador dizer, “Eu agradeço a Deus, em quem não creio, por viver até este momento em que pude expressar toda a maldade do meu coração.”

Em seu testemunho de Maio de 1966 ao Subcomitê de Segurança Interna do Senado americano, Wurmbrand descreveu a crucificação pelas mãos dos comunistas. Cristãos eram atados a cruzes por dias e noites. Isto era mau o bastante. Mas os comunistas eram criativos, e queriam se assegurar de que os crucificados sofreriam maior humilhação do que o próprio Cristo:

As cruzes eram colocadas no chão e milhares de prisioneiros tinham que satisfazer suas necessidades básicas nos rostos e nos corpos dos crucificados. Então as cruzes eram argüidas novamente e os comunistas zombavam e escarneciam: “Olhe para o seu Cristo! Quão belo ele é! Que fragrância ele traz do céu!”… Após serem quase levados à loucura pelos torturadores, um padre foi obrigado a consagrar excremento e urina humanos e fazer a Santa Comunhão aos cristãos nesta forma. Isto aconteceu na prisão romena de Pitesti., Após isto, eu decidi então perguntar ao padre porque ele não preferiu morrer ao participar dessa zombaria. Ele respondeu, “Por favor, não me julgue! Eu sofri mais do que Cristo!” Todas as descrições bíblicas sobre o inferno e as dores do Inferno de Dante não são nada comparadas às torturas nas prisões comunistas.

Esta é apenas uma pequena parte daquilo que aconteceu em um domingo e em muitos outros domingos na prisão de Pitesti. Outras coisas simplesmente não podem ser ditas. Meu coração falharia se eu tivesse que contá-las repetidamente. Elas são muito terríveis e obscenas para serem escritas…

Se eu fosse continuar a contar todos os horrores das torturas comunistas e todos os auto-sacrifícios dos cristãos, eu nunca terminaria.

Nós vemos aqui uma dedicação quase inacreditável para desfazer e reverter a fé pelos comunistas. Isto envolveu não apenas abusos extraordinários, mas também a atenção do Estado. O fato de o Estado comunista devotar tanto tempo e esforço demonstra a sua notável devoção – ironicamente, uma devoção quase religiosa – em alcançar a aniquilação da fé religiosa. Estes fatos também refletem a convicção comunista que a religião era inevitavelmente uma ameaça incompatível ao marxismo-leninismo.

Às vezes, esta perseguição viciada sai pela culatra. Para cada Richard Wumrbrand, ou para cada Severian Baranyk que os comunistas mataram com um corte em forma de cruz no peito, ou um Zenobius Kovalyk, executado numa crucificação de escárnio, surgia uma albanesa chamada Agnes Gonxha Bojaxhiu (Madre Teresa), que orava por suas almas, ou um Karol Wojtyla (Papa João Paulo II), que trabalhou com homens como Ronald Reagan, Margaret Thatcher, Lech Walesa, e Vaclav Havel – entre outros – pelo colapso pacífico do império ateu.

Relevância atual

Porque estas informações são importantes hoje, sendo que a guerra fria e o império soviético comunista não mais existem? Ao nível do humano, é muito importante para aqueles que sofreram a perseguição. Muitos ainda estão vivos; eles querem que esta história seja contada; eles querem que o mundo saiba o que sofreram. Eles sabem que a História, pelo bem da História, precisa ser bem definida e não repetida. Em outro nível, a próxima geração de estudiosos da Guerra Fria tem pouco conhecimento e menos ainda reconhecimento do papel da religião na experiência da Guerra Fria. Eles não são apenas desinformados no que diz respeito às fontes e ao grau da perseguição, eles não contemplam a maneira que o ateísmo institucionalizado da URSS ajudou e propeliu oposição bipartidária americana a Moscou no começo da Guerra Fria. Democratas como Harry Trumann, John F. Kennedy e Republicanos como John Foster Dulles e Ronald Reagan condenaram o flagelo do “comunismo soviético sem-Deus assim como figuras bastante populares como Francis Cardinal Spellman, o Bispo Fulton Sheen, e o Dr. Fred Schwarz por meio de sua Cruzada Anti-Comunista Cristã. 12 Religiosamente falando, o esforço eventual para derrotar o comunismo ateu foi um esforço duplo de protestantes e católicos americanos.

Muito pouco é estudado sobre isto hoje. Nós não podemos ignorar esse componente vital da história da Guerra Fria. Tragicamente, muitas dessas informações continuam desconhecidas não apenas para o grande público, mas também para a comunidade acadêmica. Na verdade, há pessoas na academia que estão a par desse material, mas geralmente estão despreocupados, dispensando isso como curiosidade paranóica da “direita cristã” e de anti-comunistas, que eles vêem como rude e ingênuo. “Sob os [comunistas] houve perseguição à igreja,” escreve Richard Pipes, professor emérito de história russa em Harvard. “E também é verdade que o assunto tem recebido pouco ou nenhuma atenção dos acadêmicos.” 13

Protestantes, católicos, muçulmanos e budistas – os comunistas torturaram a todos. E membros de todas as crenças têm grande interesse em ver essa conspiração perversa recebendo a luz da verdade. Ninguém, muito menos uma organização central, contou as histórias das vítimas. Muitas delas são amargas, e estão todas frustradas porque esta vasta rede de intolerância brutal nunca foi exposta completamente. Os livros de história das escolas estão cheios de considerações sobre as Cruzadas, mas completamente caladas sobre a guerra comunista contra a religião, que é imensamente mais repressiva. 14

Mas ainda há grupos como a Fundação em Memória das Vítimas do Comunismo (Victims of Communism Memorial Foundation) para contar essa história, para revelar essa história e para honrar as vítimas.

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Biografia do autor: Paul Kengor é professor emérito de Ciência Política no Grove City College em Grove City, Pennsylvania. Entre seus livros estão God and Ronald Reagan: A Spiritual Life (HarperCollins, 2004), The Judge: William P. Clark, Ronald Reagan’s Top Hand (Ignatius Press, 2007), and The Crusader: Ronald Reagan and the Fall of Communism (HarperPerennial, 2007).

Tradução: Rafael Resende Stival, do Blog Salmo 12.

Fonte: http://www.globalmuseumoncommunism.org/

 

Notas

1 Mikhail Gorbachev, Memoirs (NY: Doubleday, 1996), p. 328.

2 Mikhail Gorbachev, On My Country and the World, (NY: Columbia University Press, 2000), pp. 20-1.

3 O comentário “ópio das massas” “é bem conhecido. A fonte para a citação, “o comunismo começa onde começa o ateísmo,” é Fulton J. Sheen, Communism and the Conscience of the West (Indianapolis e NY: Bobbs-Merrill, 1948). Sheen, que lia e falava várias línguas, traduziu a citação em Inglês de uma obra sem tradução de Marx.

4 Lenin escreveu isso em 13 ou 14 de novembro de 1913 em uma carta para Maxim Gorky. Veja: James Thrower, God’s Commissar: Marxism-Leninism as the Civil Religion of Soviet Society (Lewiston, NY: Edwin Mellen Press, 1992), p. 39.

5 Citado em Thrower, God’s Commissar, p. 39. Outra tradução desta citação vem de Robert Conquest, in his “The Historical Failings of CNN,” em Arnold Beichman, ed., CNN’s Cold War Documentary (Stanford, CA: Hoover Institution Press, 2000), p. 57.

6 Veja: J. M. Bochenski, “Marxism-Leninism and Religion,” em B. R. Bociurkiw et al, eds., Religion and Atheism in the USSR and Eastern Europe (London: MacMillan, 1975), p. 11.

7 Este item foi publicado em um livro de 2002 pela Yale University Press. Veja: Alexander N. Yakovlev, A Century of Violence in Soviet Russia (New Haven and London: Yale University Press, 2002), p. 157.

8 Veja: Daniel Peris, Storming the Heavens: The Soviet League of the Militant Godless (Ithaca, NY: Cornell University Press, 1998).

9 Veja: Bertram D. Wolfe, A Life in Two Centuries (Stein and Day, 1981), pp. 403-4.

10 A repressão foi exercida em graus diferentes entre as nações do bloco soviético. Entre elas, Romênia, Albânia, Alemanha Oriental e Tchecoslováquia foram especialmente repressivas.

11 Richard Wurmbrand, Tortured for Christ (Bartlesville, OK: Living Sacrifice Book Company, 1998), pp. 33-8.

12 Veja: Paul Kengor, God and Ronald Reagan: A Spiritual Life (NY: HarperCollins, 2004).

13 Richard Pipes speaking at Grove City College, Grove City, Pennsylvania, September 27, 2005.

14 Paul Kengor comparou o tratamento dos dois em um exaustivo e longo projeto de um ano de pesquisa que analisou os textos de história utilizada nas escolas públicas de Wisconsin, que eram os mesmos textos utilizados em todos os estados. Veja também: Paul Kengor, “Searching for Bias: World History Texts in Wisconsin Public Schools “, Wisconsin Policy Research Institute, junho de 2002. Uma cópia do estudo está publicado no site da WPRI.

Escrito por lr3n4t007

09/06/2009 em 19:26

Nota sobre o Rock’n'Roll – II

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O Alice in Chains iniciou sua discografia com o EP We Die Young, em 1990, cuja faixa título dizia:

“and we die young/ faster we run”

(tradução ruim: e nós morremos jovens/quanto mais rápido corremos)

Bom, ou melhor, péssimo - o vocalista Layne Staley morreu aos 33 anos, de overdose de uma mistura de heroína e cocaína,  num provável e fatídico 05 de abril –  provável data do suicídio de Kurt Cobain, do Nirvana. Seu corpo foi encontrado só no dia 20, em seu apartamento, já em estado de decomposição. Pelo o que eu me lembro das notícias da época, levou um tempo pra darem pela falta do cara. 

Bom, e agora bom mesmo, ou pelo menos nada mal - quase 14 anos depois do último disco de estúdio da banda e 7 anos depois da morte de Staley, sai dia 29 deste mês o novo disco da banda, Black Gives Way to Blue, com William DuVall assumindo os vocais. A faixa ” A Looking in View”  já toca no rádio.

Quer dizer: Staley dies young; we go slowly.

 

 

Escrito por lr3n4t007

09/03/2009 em 01:19

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Nota sobre todas as vertentes políticas existentes no País – corrigido e atualizado.

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Circula pelos corredores da Faculdade de Direito do Largo São Francisco ( USP ) o jornalzinho O Onze de Agosto discute Reforma Política, editado pelo Centro Acadêmico XI de Agosto. Entre os textos de vários nomes célebres do mundo político e jurídico discutindo aspectos da reforma política, está o de Guilherme Afif Domingos, Secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo e presidente do Programa Estadual de Desburocratização. Afif é filiado do DEM, antigo PFL, pelo qual concorreu a Senador de SP nas eleições passadas.

Seu texto é titulado Voto Distrital Puro: Poder Representativo Mais Próximo do Povo, e discursa sobre o que promete. Mais interessante e sintomático, entretanto do que o discorrer do texto é como ele começa:

“Este é um momento importante no cenário político brasileiro porque

antecede às eleições de 2010, quando assistiremos ao fim de um ciclo muito importante

para a democracia brasileira, uma vez que todas as vertentes políticas existentes

no País já ocuparam o Palácio do Planalto.” (negritos meus)

Então é isso: já vimos todas as vertentes políticas brasileiras existentes no Governo. O PT de Lula à esquerda, o PSDB de FHC à direita, o PMDB de Sarney e Itamar no centrão, com Collor, ex-PRTB e atual PTB. Essas são, segundo Afif, todas as vertentes políticas do País. E o resto??? Ora, o resto é resto…

Todas as possibilidades esgotadas em 20 anos e  5 presidentes, 3 deles eleitos diretamente…

Deve ser por isso que, muitas vezes, eu me sinto um estrangeiro…

 

Escrito por lr3n4t007

08/30/2009 em 00:15

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Nota sobre o Rock’n'Roll

com 3 comentários

Neil Young cantou em sua clássica canção Hey, Hey, My, My, de 1979, quando o cantor tinha 33 ou 34 anos: ” it’s better to burn out than to fade away” ( é melhor consumir-se no fogo do que desaparecer aos poucos, numa tradução interpretativa e ruim). Ora, em 1994, aos 27 anos, Kurt Cobain, lider do Nirvana, cometeu suícido, escrevendo o referido verso acima em sua carta de despedida. De lá pra cá, Young, hoje com 63 anos, já lançou 15 discos. Logo, it’s better to fade away than to burn out. Não???

Escrito por lr3n4t007

08/22/2009 em 22:30

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Brasil de hoje, Brasil de 1865.

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“Exercer a crítica, afigura-se a alguns que é uma fácil tarefa, como a outros parece igualmente fácil a tarefa do legislador; mas, para a representação literária, como para a representação política, é preciso ter alguma coisa mais que um simples desejo de falar à multidão. Infelizmente é a opinião contrária que domina, e a crítica, desamparada pelos esclarecidos, é exercida pelos incompetentes.”

Machado de Assis, em O ideal do crítico.

Isso foi escrito em 1865 -  mas, não pacere que foi hoje???

Escrito por lr3n4t007

08/22/2009 em 01:36

Soneto Social-Democrata.

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Soneto social-democrata

 

Liberdade é fazer tudo que eu quero

E você fazer tudo que eu quiser,

Sem restrições, eu mando e eu impero,

Faço o que eu quero e digo o que fazer.

Igualdade é pensar igual a mim

E fazer igualzinho eu tenho feito,

Dizer não quando eu digo não e sim

Quando sim, diferente é preconceito.

Me mimar – isso é fraternidade,

É me paparicar como um caçula,

Ser minha babá, tratar-me como abade,

Satisfazer minha fome e minha gula.

            Democracia é concordar comigo,

            Quem não concorda, dela é inimigo.

Escrito por lr3n4t007

08/13/2009 em 22:37

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