6 dados sobre um fato: o Lulismo não é tudo isso.
1) Só o péssimo FHC, aquele que acabou com o Brasil com o Plano Real, a estabilização da inflação e as privatizações, conseguiu vencer no primeiro turno duas vezes seguidas a disputa presidencial. Ou seja, nem Dilma nem Serra o alcançam mais.
2) Os 80% de popularidade de Lula não elegeram Dilma em 1º turno. Dito de outro modo, mais ou menos 30% dos que acham o atual governo bom ou ótimo não querem a continuidade do PT na presidência.
3) Serra, Alckmin e Quércia conseguiram eleger o Aloysio; Lula e Dilma não conseguiram eleger nem Netinho, nem Mercadante.
4) 20% de não aprovação do governo Lula são mais ou menos 27 milhões de votos – mais do que os votos da Marina; mais ou menos o índice de abstenção.
5) Se os mais ou menos 3% dos votos brancos (aqueles em que se diz que não se quer votar em ninguém) fossem considerados válidos (deveriam, pelo Código Eleitoral e pelo bom senso), a vitória de Dilma no 1º turno não seria sequer imaginável.
6) Serra ganhou em SP, PR, SC, MS, MT, RO, AC e RR; Marina, no DF. Isto é, Lula e Dilma perderam em 1/3 dos Estados, dentre estes colégios grandes e importantes como, SP e PR, e 2 Estados da região Norte.
5 notas a um conto de Machado de Assis
Machado é invariavelmente “acusado” de colocar o enredo de suas histórias, longas ou curtas, em segundo plano, servindo esta de “pano de fundo” para a “análise de caracteres” típica de seus escritos.
O autor deste texto faz algo parecido: deixando um pouco de lado a análise do enredo do conto Eterno! (publicado no livro Páginas Recolhidas, e que é o conto machadiano aqui em questão), este texto divide com seu leitor algumas notas pontuais e aparentemente esparsas sobre o texto.
I
Um poema elegíaco (Álvares D’Azevedo, publicado em 1858 n’A Marmota) e um texto crítico ( Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos, publicado em 1866 no Diário do Rio de Janeiro) deixam claro a admiração de Machado pelo poeta romântico precocemente morto. Não seria de se espantar ver referências a Azevedo nos textos de Machado.
Norberto é romântico, sentimentalista; Simeão, por sua vez, é hedonista, dado às moças e aos bons charutos e inimigo dos estudos. Um é idealista, platônico; o outro, é cético, materialista.
Parece, então, que Machado fundou a personalidade das personagens principais do conto nos dois termos da “binomia” em que Álvares de Azevedo funda a unidade de seu livro, segundo revela no prefácio à segunda parte da Lira dos Vinte Anos: platonismo e ceticismo. Sendo o poeta autor da Lira de predileção entre os jovens estudantes da época e ele mesmo tendo escrito os seus textos, os platônicos e os céticos, muito jovem, parece que Machado foi buscar no livro de Azevedo um repositório de tipos e caracteres da juventude de sua época.
II
Ingenuidade romântica de um lado, ceticismo hedonista de outro, o que temos em Norberto e Simeão são dois meninos, dois “moleques”, dois jovens descabeçados – ou cabeçudos, como preferir. Ora, quem melhor para por freio às “criançadas” destes meninos senão a “velha”, “experiente”, “sábia” figura paterna ? Ela figura discreta, mas decisivamente na nossa história.
Primeiro, o tio de Simeão, chamando o sobrinho-agregado de volta à Bahia, pondo fim à farra do tutelado no Rio; depois, o pai de Norberto, frustrando os planos do filho de acompanhar o amigo – e a amada – em suas viagens de volta; sem os dois a tomar decisões “arrazoadas”, sem colocar o ponto final à farra de um (deliberadamente) e à loucura do outro (ainda que sem saber), teríamos outro conto. Simeão não voltaria à Bahia; Norberto não ficaria no Rio. Talvez nem tivéssemos um conto “machadiano”…
Íntegra em: http://oburricodebalaao.blogspot.com/2010/01/5-notas-um-conto-de-machado-de-assis.html
Nota sobre a Lei anti-palmada.
O governo tá levando a sério demais esse negócio de monopólio da violência.
Aviso aos navegantes.
Tem sido quase impossível correr para o computador e postar alguma coisa. Vai continuar assim, por enquanto – mesmo porque o blog tem sido mais visitado agora que está largado do que quando eu postava regularmente…
Nota sobre Vícios e Viciados.
“Eu paro quando eu quero”, diz o viciado, e é verdade – ele só não quer parar.
Nota Sobre a Morte.
Se há sentido na vida? Claro.
Não há é sentido na morte.
P.S.: Daí, a ressurreição.
Isso aí ô,ô, é um pouquinho de Brasil ai, ai (de nós).
O evento cultural mais relevante do país é o Soletrando, do programa do Luciano Huck. E não há ironia nenhuma nesta frase.
Banco do Brasil e A Utopia Infantilóide Brasileira – nota sobre o novo comercial do BB.
Não dá pra negar que o comercial é bonitinho, mas é preciso ter a mentalidade de um menino de sete anos de idade pra acreditar nela – e a maioria dos brasileiros acredita…